quinta-feira, setembro 30
Outono
terça-feira, setembro 28
Pontos no "i " e vingança do Além
segunda-feira, setembro 27
Momentos (4)
domingo, setembro 26
sábado, setembro 25
Personagem
sexta-feira, setembro 24
Blogo ergo sum
quarta-feira, setembro 22
Basic Instinct
segunda-feira, setembro 20
A arte de ler
É pena, mas verdade: na vida ou na leitura dificilmente se reganha a inocência perdida.
sábado, setembro 18
Momentos (3)
Zandvoort é a praia de Amsterdam. Vinte minutos de carro, se tanto. Sempre multidão, mesmo na esplanada do hotel Bouwes, the place to be e poiso favorito da “plebe de luxo” (em holandês: luxe penoze) dos Rolex genuínos, Cayennes, Carreras, Jaguars, diamantes, putas que não parecem putas, champanhe, Partagas, muito riso, aqui e ali turistas de olhos arregalados, perguntando-se se aquilo será filme ou televisão, porque realidade não parece.
quinta-feira, setembro 16
Bobby (1995-2010)
quarta-feira, setembro 15
É do sol
terça-feira, setembro 14
Ter sorte
segunda-feira, setembro 13
quinta-feira, setembro 9
Momentos (2)
A dos tiques, não tenho a certeza e pode ter sido impressão minha, ficou um instante de boca aberta e os dedos no ar, talvez hesitando se fecharia as aspas.
terça-feira, setembro 7
Momentos (1)
quinta-feira, setembro 2
Sem rei e sem Deus
quarta-feira, setembro 1
O Halteres
terça-feira, agosto 31
Entrudo
Dez e dez da manhã, quarta-feira, mais de uma hora de atraso, corria pela avenida, sem fôlego, aterrorizado com a cara que o chefe ia fazer quando o visse entrar, desculpa não tinha, uma interminável série de atrasos nos oito meses de emprego.
domingo, agosto 29
Tempo feio
Há dias que chove e troveja sobre os Países Baixos. A temperatura desceu para os vinte graus, ontem eram trombas de água, inundações e granizo, as previsões para hoje e amanhã não prometem melhorias.
Esta manhã, com saudades do Sol da minha terra, fui-me a espreitar jornais e blogues. Antes o não tivesse feito, porque ao dar com isto, que primeiro descobri aqui, logo se me foi a paz e a boa disposição.
É de gente que desconheço, são raivas que nada me dizem, mas ó senhores, de adolescentes com problemas hormonais ainda se compreenderia, mas adivinha-se quezília torpe de adultos que pelos jeitos sabem de Política, Arte, citam em Latim e ouvem Beethoven.
sexta-feira, agosto 27
Evolução
No tempo em que havia Donas Guilherminas mandavam elas a Rosa fazer compras ao senhor Manuel. O merceeiro aumentava discretamente o peso, dava crédito à semana ou ao mês, apalpava a Rosa numa brincadeira inocente e dizia-lhe que não se esquecesse de dar recomendações à senhora e aos meninos.
Nesse passado feliz o planeta ainda não tinha aquecido, chovia no Inverno, o Sol brilhava no Verão, a fruta era madura, o peixe fresco, a carne de porco sabia a carne de porco, desconhecia-se o aviário, o Algarve era dos pescadores. Salazar tomava conta de nós todos, vivíamos felizes no jardim que, diziam os poetas, era o nosso e à beira-mar plantado.
Mas Salazar morreu, com as revoluções e as Europas já não há Rosas, nem Donas Guilherminas, o planeta ferve, perderam-se os sabores, chegaram os turistas, e o senhor Manuel tem um supermercado. Grande invenção que, como tantas mais, nos veio da América, e põe o freguês a trabalhar de marçano sem paga.
Supunha eu, na minha inocência, que nesse campo nada mais havia para inventar, mas desde há uns tempos o supermercado que frequento aqui em Amsterdam, introduziu um sistema em que o freguês não somente é marçano, mas ainda por cima faz de “menina da caixa”.
À entrada está uma geringonça onde você encosta o seu cartão de cliente, retira um scanner portátil, e com ele vai “disparando” sobre o código de barras dos produtos que quer. Se é coisa de fruta ou hortaliça a balança pesa e dá um talão com código.
Feitas as compras coloca-se o scanner noutra geringonça, esta faz as contas, produz um talão, e até fala, pedindo para introduzir o PIN. Pagou? Basta agora encostar o talão a outro scanner para que a barreira se abra.
Eficiente, rápido, simples. Ainda há ali umas dez ou doze caixas, para atender quem não está para modernices nem mudanças, mas pelo que vejo, e até pode ser que seja política da casa, as “meninas” que lá trabalham parecem cada vez mais trombudas e lentas no funcionar.







