sexta-feira, fevereiro 14

O mundo a mudar

 

https://observador.pt/opiniao/o-primeiro-presidente-do-seculo-xxi/

Com que cara com saem à rua?

 

"A remodelação já não era grande coisa. Foi um mal-amanhado acerto de secretários de Estado. Não se percebe, afinal, quem manda mais na Saúde. Se a ministra se a secretária de Estado que lá ficou pregada ao chão. O primeiro-ministro também não aproveitou para corrigir o défice de capacidade e de autoridade política na Administração Interna, mas o regalo para os analistas estava mesmo na entrada de Silvério Regalado. O novo secretário de estado da Administração Local é mais um homem do aparelho do PSD de Aveiro, a quem o advogado Luís Montenegro terá batido à porta na sua qualidade de sócio e angariador de clientes do seu escritório de advocacia. Uns 200 mil euros de ajuste direto ou avenças, seja o que for, entregues pela câmara de Vagos não será um crime. Mas é, no mínimo, pouco ético se a entrada de Regalado cheirar a contrapartida, vagamente que seja. Um regalo, afinal, que não está ao alcance de um advogado que esteja fora da política. Não deixa de ser também um daqueles exemplos de escola no catálogo do ‘são todos iguais’ ou ‘estão todos feitos uns com os outros’. A vulnerabilidade política em que Montenegro se coloca abre todo o caminho para que a oposição lhe atribua um velho vício clientelar e exija explicações. Sobretudo num momento em que anuncia medidas contra a corrupção e outros crimes autárquicos. "

 

Editorial de Eduardo Dâmaso no Correio da Manhã" 

 

 

 

 

 

 

https://www.cmjornal.pt/opiniao/colunistas/eduardo-damaso

quinta-feira, fevereiro 13

Sempre se aprende

 

https://blasfemias.net/2025/02/12/disparates-sobre-comercio-internacional/

 

quarta-feira, fevereiro 12

O país sem vergonha

 

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/no-principio-e-no-fim-so-conta-a-17875457

segunda-feira, fevereiro 10

À espera do trambolhão


"A verificação de que estamos em grande, secular e histórica mudança é comum a muita gente, é visível todos os dias. As balanças de poderes económicos, sociais, políticos, financeiros, militares, culturais e religiosos, nem sempre coincidentes, são já hoje o que nem sequer se imaginava há quarenta anos. Não se sabe se esta mudança, esta transição global e profunda, ainda vai no princípio ou se vai a meio caminho. Só sabemos que não está no fim. Ao contrário da mudança quotidiana, permanente, feita de mais ou menos solavancos, de transformações e ajustamentos imperceptíveis, a transição de que aqui se fala é mais rápida e mais brutal, a ponto de se poder afirmar que, em poucos anos, o ponto de chegada se encontra a anos-luz do ponto de partida. Em todas as mudanças, sempre houve vencedores e derrotados. E sempre foi perigoso lidar com uns e com outros. Os vencedores afirmam-se dominando, conquistando, explorando e comandando, à força ou com jeito. Os vencidos reagem sempre mal, com sabor amargo da derrota, deixando-se submeter ou procurando a vingança.” AQUI