quarta-feira, dezembro 11

Nótulas (46)



É evidência milenar que em todas as suas variantes: as do conhecimento geral, as detalhadas no Kamasutra e as da imaginação de cada um, o sexo iguala ou fica perto do fascínio do dinheiro.
Uma modesta prova desse fascínio é dada aqui, um dos cinco textos mais lidos em doze anos de Tempo Contado.

terça-feira, dezembro 10

Nótulas (45)

Torci o nariz quando mo mandaram, mas a explicação veio depois. Assim é que a Quetzal, a quem muito devo, me promoveu a postal de Boas-Festas.

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Em 1978, Fernando Assis Pacheco criou no semanário O Jornal uma coluna intitulada «Bookcionário», onde dava conta dos livros publicados semana a semana. Aos leitores, tratava-os por canibais: gente omnívora que devorava livros, que tinha curiosidade por tudo e se alimentava dessa matéria viva que vinha nas suas páginas. «Tomai lá, canibais!» «Preparai-vos, canibais!»

Foi em homenagem a Fernando Assis Pacheco, e ao apetite devorador por livros – pelos melhores, seja qual for o regime alimentar do leitor – que a Quetzal escolheu essa expressão para a sua mensagem de Natal.



Bom Natal, canibais.



domingo, dezembro 8

Nótulas (44)



Tradução de excerptos do artigo no fim da página, intitulado: Os objectivos do clima são cada vez mais inatingíveis.

“Semanas atrás a organização ambiental das Nações Unidas publicou um Emissions Gap Report, no qual se lê que o rápido crescimento da energia ‘sustentável’ não é suficiente para acompanhar o crescimento mundial do uso de energia.

Desde 1990 a Alemanha multiplicou oito vezes o número das fontes de energia renovável, mas as emissões de CO2 quase não diminuíram.

Os planos do governo holandês para em 2050 ter diminuído as emissões em 95% nem de longe é alcançável. Para tal seria necessário que os painéis solares cobrissem uma superfície igual à da província de Utrecht e que as eólicas ocupassem um terço do Mar do Norte. E isso não vai acontecer.

Querendo os Países Baixos alcançar em 2050 o paraíso da isenção da energia fóssil, terá de se abrir cada quinze meses uma central nuclear do tamanho da Hinckley Point C. O que também não vai acontecer.

Nos países ricos quase não conseguimos diminuir as emissões, como poderá fazê-lo um país como a Índia, onde ainda hoje 350 milhões de pessoas não têm acesso à electricidade?

Parece que não há um governante que tenha coragem para dizer que não importa quantas centenas de biliões atirarmos para o poço sem fundo dos painéis solares, das eólicas e da biomassa, pois não funciona. Pensemos então noutras soluções. Dê-se às universidades uma parte desses 1.000 biliões para que se descubram novas soluções. O tório, a fusão nuclear ou qualquer outra.
Em todo o caso terá de se afastar o horizonte. O fim da energia fóssil em 2050 não vai acontecer. Atingi-lo em 2100 já seria para admirar.”

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