quinta-feira, junho 3

Pobres, cegos e contentes

 

                                                                                 (Clique)

"Toda a sorte de 'direitos sociais' são simpáticos, mas direitos significam automaticamente deveres. Deveres custam dinheiro e esse tem de ser fornecido pelas empresas, assunto sobre o qual no Porto praticamente não se falou. Enquanto que finalmente só empresas com sucesso podem garantir que um número tão grande quanto possível de habitantes da EU viva em saúde e prosperidade. Para tal é necessário que os habitantes  disponham de espaço para empreender e possam guardar uma parte substancial dos benefícios dos seus empreendimentos. O que está longe de ser o caso em muitos dos países da EU. Os governos – nacionais e ao nível da EU – fazem obstrução, através de demasiados regulamentos e impostos elevados.

Um exemplo de como se deve proceder dá-o a Polónia. A economia desse país cresce tão rapidamente que já deixou para trás o Portugal socialista de Costa – o país mais pobre da Europa Ocidental – ultrapassando-o em rendimento anual por habitante. Liberalização, disciplina fiscal e impostos baixos conduziram a uma impressionante prosperidade.

Sob este ponto de vista será Costa homem de bom conselho? A sua "UE social" e ambições de igualdade, aceites com entusiasmo pelos chefes de governo, significa mais regulamentos, menos concorrência entre os países, menos espaço para o empreendimento. Esse é de facto o caminho para mais igualdade: cada país tão pobre como Portugal. O que não é social mas anti-social."

…………

"Tradução de um excerpto do artigo "Europa anti-social" no semanário EW de 15.05.2021).

'''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''

"Damos a liberdade e a democracia como adquiridas, mas não são. E as ameaça podem chegar de onde menos se espera, podem chegar, sem que se apercebam, daqueles que mais batem no peito com juras à defesa da liberdade e da democracia." Helena Garrido – Observador – 31.05.2021"


quarta-feira, junho 2

O País do Solidó

 

                                                                               (Clique)

                                                         O resto está aqui

------------

"No dia 8 de Maio de 2021, foi promulgada pelo Presidente da República a “Carta de Direitos Humanos na Era Digital” que estabelece um novo Direito de “protecção contra a desinformação”, e que institucionaliza e legaliza a censura, através de uma Entidade Reguladora e não dos Tribunais, de pessoas singulares ou colectivas que “produzam, reproduzam ou difundam” narrativas consideradas pelo Estado como “desinformação.”

 

terça-feira, junho 1

Circum-navegações

F­­­­oi mais uma viagem de 2.200 km, mas esta depois de quase dez meses em Estevais de Mogadouro, a minha pequenina aldeia transmontana, em "prisão domiciliária" por determinação dos senhores e senhoras que mandam, e do mandar têm uma noção tão sua que ora dá para rir, as mais das vezes para chorar.

Três dias de cansaço e sustos, em fronteira nenhuma nos fizeram parar, e nem lá ou nos hotéis ninguém quis saber se tínhamos o teste - o tal de € 100 que levávamos na mão, não fosse alguém desconfiar que éramos infecciosos.

Para mal do mundo, e desta vez também nosso, nas autoestradas há de tudo. Duas horas na fila perto de Burgos, calor de 31o. Três horas no Périphérique para atravessar Paris. Calor idem e mais três horas perto de Lille, um acidente com mortos e feridos. Um pouco antes de Utreque estávamos a uns sessenta quilómetros de casa e aconteceu: novo acidente, este com quatro mortos, para nós e o resto quase cinco horas ali, num estado de espírito fácil de imaginar.

Não sei quantas destas expedições a minha mulher e eu ainda poderemos aguentar, mas desde 1964 até agora muitos anos houve em que não fizemos só uma mas duas viagens de ida-e-volta, quilómetros bastantes para umas quantas circum-navegações do planeta.

-----------

"No dia 8 de Maio de 2021, foi promulgada pelo Presidente da República a “Carta de Direitos Humanos na Era Digital” que estabelece um novo Direito de “protecção contra a desinformação”, e que institucionaliza e legaliza a censura, através de uma Entidade Reguladora e não dos Tribunais, de pessoas singulares ou colectivas que “produzam, reproduzam ou difundam” narrativas consideradas pelo Estado como “desinformação.”