sexta-feira, novembro 18

A dificuldade da escolha

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Uns acham-no um alarve, ela seria melhor. Outros pensam o contrário. A fotografia foi tirada na festa de casamento de Trump, doze anos atrás, e deve ser interessante revê-la daqui a outros doze.

quinta-feira, novembro 17

"Da Direita à Esquerda"


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No género é, de longe, o melhor dos que tenho lido. Além de muito aprender, a sua leitura proporcionou-me o antigo e maravilhoso sentimento de estar na sala de aula, ouvindo um daqueles professores que, além da sabedoria, provoca admiração, inveja, e a vontade de também um dia podermos saber tanto e escrever assim.
Bem haja, António Araújo.
 

terça-feira, novembro 15

Férias pagas

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O governo dos Países Baixos vai terminar finalmente com o pagamento do “prémio de despedida” aos imigrantes ilegais oriundos do Marrocos e da Argélia. Desde  que vão  embora recebem  € 1.950 mais o bilhete de avião.
Não é segredo para ninguém que durante muito tempo foi uma curiosa variante das férias pagas.
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A notícia e a fotografia são daqui.

segunda-feira, novembro 14

domingo, novembro 13

Bonzos

 
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"Pouco importa que os bonzos tudo minimizem e desculpem, falem de harmonias e compreensão. Esse é o papel em que se mostram excelentes: o de correrem a aplicar parches nas misérias e nos desastres que outrossim poderiam evitar, não fosse o medo que os sufoca de perder o favor do eleitorado, e com ele as rédeas de um poder que julgam segurar, mas insensivelmente se lhes vai escapando.
E os media, por excelência instrumentos de informação, discussão, troca de ideias e educação, esses curvam-se à tendência e não oferecem críticas, mas sim explicações bizantinas; nunca cruas análises do que é, mas longos debates de peritos sobre o como poderia ter sido, ou virá a ser. Sempre a primazia do sensacional e do divertimento, do obsceno. Raramente o que obriga a pensar.”
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in  A Ira de Deus sobre a Europa  (Quetzal, 2016).

sexta-feira, novembro 11

Birras

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Os avôs e as avós dançaram em Woodstock, cantando Make love, not war, fazendo de conta que a vida deveria ser aquilo. Os pais cresceram e procriaram ao som do Rock n Roll, embalando-se de ilusões. Agora os miúdos – dezenas de milhar, assustam-se os media – birram e fazem beicinho, batem o pé. Não querem este presidente, mas que lhes tragam outro, um que garanta sol na eira, chuva no nabal, muito Woodstock como o dos avôzinhos,  e um mundo lindo, limpo, pacífico.
Guerras? Que guerras? Fome? Onde é que há fome? Que refugiados?
E vão-se dali  à Starbucks, escolhem um bolo, pedem um caffè macchiato à "figura deplorável" atrás do balcão.

quinta-feira, novembro 10

Os profetas

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Continuam os profetas e comentadores cheios de razão, todos no segredo dos deuses, com linha directa para as catacumbas onde o poder se esconde e as decisões se tomam, irritados porque não quiseram ouvi-los, eles, que desde há muito sabem como deve ser e se deve fazer.
Prometem estes a destruição de Sodoma e Gomorra,  garantem aqueles que não vai tardar: as manifestações de rua são prenúncio de guerra civil. Armados até aos dentes, os labregos do Texas vão invadir a Califórnia e, à maneira do IS, degolar os portadores dos cartazes "Trump is not my presidente". Escaparão talvez os gays que emigram para o Canadá, as celebrities para a Côte d'Azur, e  os rappers, que correrão a sapatear noutros palcos.

Feliz o que trabalha das nove às cinco, com pouco tempo para se dar conta que vive num mundo de pacotilha, cheio de ilusões, verdades e certezas do Facebook.