Às vezes julgo que o que eu gostaria mesmo de escrever seria uma história de amor. Daquelas em que os amantes vão lentamente descobrindo a sua paixão. Uma história com fintas, obstáculos desmesurados, viagens a terras exóticas e abraços, noites de lua, beijos castos, famílias que se opõem mas acabam por se reconciliar. E finalmente o grande momento.
Penso isto, mas no fundo sei que jamais escreverei histórias de amor, aventuras, ou enredos complicados. O meu grande e inconsciente anseio também não é de facto o de escrever, mas de um dia recuperar a inocência com que antigamente lia.
domingo, janeiro 7
sábado, janeiro 6
Vizinhos
Há quem afirme que os galegos são enigmáticos e têm por vezes um comportamento bizarro. “Cruza a gente com um galego numa escada e nunca se sabe se ele está a subir ou se vai descer.”
Visão celestial
No seu livro Homage to Barcelona, Colm Tóibín conta o caso de um bispo que, de visita à Catedral da Santa Família, quis saber de Gaudí porque razão tinha este decorado o topo das torres, uma vez que ninguém jamais poderia ver os enfeites.
- Vêem-nos os anjos – respondeu-lhe o arquitecto.
- Vêem-nos os anjos – respondeu-lhe o arquitecto.
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