quinta-feira, Julho 19

Despedida

Custa, porque são quase seis anos de escrita, de momentos gratificantes, boas surpresas, algumas amizades e muitas provas de simpatia, mas chega sempre a altura em que a vontade não basta, é preciso tempo, e o dia, só para privilegiados como Napoleão se desdobra em quarenta e oito horas.
O meu continua nas vinte e quatro. E essas tão cheias que, nas cinco ou seis que durmo, continuo em sonhos a apressar-me, a afligir-me de não fazer a tempo o que devo ou prometi.
De modo que o Tempo Contado vai fechar. De certeza até Dezembro. Depois de verá se Cronos, que conhece o mistério das horas, alonga as minhas.
Se o não fizer, então o Tempo Contado deixa de contar, despede-se de todos com o bom sentimento de que valeu a pena, não foi tempo perdido.