sexta-feira, julho 31

Criticar

Medo de represálias não tenho. De arrogância também não sofro. Não é desinteresse, porque o mundo continua a fascinar-me, gostaria mesmo de ter aquelas sete vidas que se atribuem aos gatos. O que acontece é que estou a perder a vontade de criticar.

Razões boas ou más sempre se encontram: gente sisuda mete-se em polémicas tolas; sujeitos sem graça fazem palhaçadas; as gajas orgásticas dos blogues orgásticos pedem mesmo uma desanda; a estupidez está na moda; os turistas continuam a embasbacar quando lhes mandam; os políticos…

Mas para que criticar? Alivia? Não alivia. Resolve? Não resolve? Satisfação também não dá e ainda por cima se criam inimizades.

Por isso, em público ou na intimidade do lar, critico agora tão pouco que começa a ser notado. Até corre o boato de que estou a ficar simpático.