É melhor calar. Custa, mas é melhor. Deixar passar, dizer-me que o mundo é assim. Aceitar.
Foram os "romances" escritos em sms e agora fazem-nos no Twitter, de certeza com muitos Ughs! Grss! e Fuck!.
As pequeninas dos jardins de infância desfilam em concursos de Miss Escolinha. Aqui no bairro põem putos de cinco, seis anos a desancar-se no Kick Box. Com treinadores, assistências, campeonatos e taças.
O jornal respeitável que costumo ler, trazia no sábado uma página dupla com apenas fotografias de cozinhas sujas.
Leio num só dia: (O escritor brasileiro) Bernardo Carvalho escreve realmente muito bem. Por acaso é gay." "David Leavitt the gay author of The Indian Clerk". "…recordando Pasolini, o escritor gay que…"
Porque não usar também, heterossexual, careca, viúvo… Será que uns têm valor acrescentado e outras são apenas qualificativos banais?
Deixar passar. O mundo é assim. Mas refilar, refilar.